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terça-feira, 20 de abril de 2010

Futebol de Rua


Qual o melhor futebol, aquele “valendo”, com regras herdadas do profissional ou aquela “pelada”, onde os principais objetivos vão além do gol e da vitória? Existem inúmeros tipos de futebol, assim como, basquetes, vôleis, handebols, etc, não apenas aqueles televisionados e espetacularizados. Quem não se lembra das partidas clássicas de travinha, do bobinho, do gol de dentro, da dupla de chutar, enfim, tempos que não voltam mais.
Esses “futebóis” chamado aqui de jogos pré-esportivos fazem parte de uma cultura corporal e devem ser priorizados através das experiências dos alunos no ambiente escolar e no cotidiano da cultura popular.

Segue a seguir um texto que reflete sobre o tema.

Futebol de Rua
Luis Fernando Veríssimo

Pelada é o futebol de campinho, de terreno baldio. Mas existe um tipo de futebol ainda mais rudimentar do que a pelada. É o futebol de rua. Perto do futebol de rua qualquer pelada é luxo e qualquer terreno baldio é o Maracanã em jogo noturno. Se você é homem, brasileiro e criado em cidade, sabe do que eu estou falando. Futebol de rua é tão humilde que chama pelada de senhora.

Não sei se alguém, algum dia, por farra ou nostalgia, botou num papel as regras do futebol de rua. Elas seriam mais ou menos assim:

DA BOLA - A bola pode ser qualquer coisa remotamente esférica. Até uma bola de futebol serve. No desespero, usa-se qualquer coisa que role, como uma pedra, uma lata vazia ou a merendeira do seu irmão menor, que sairá correndo para se queixar em casa. No caso de usar uma pedra, lata ou outro objeto contundente, recomenda-se jogar de sapatos. De preferência os novos, do colégio. Quem jogar descalço deve cuidar para chutar sempre com aquela unha do dedão que estava precisando ser aparada mesmo. Também é permitido o uso de frutas ou legumes em vez de bola, recomendando-se nestes casos a laranja, a maçã, o chuchu e a pêra. Desaconselha-se o uso de tomates, melancias e, claro, ovos. O abacaxi pode ser utilizado, mas aí ninguém quer ficar no golo.

DAS GOLEIRAS - As goleiras podem ser feitas com, literalmente, o que estiver à mão. Tijolos, paralelepípedos, camisas emboladas, os livros da escola, a merendeira do seu irmão menor e até o seu irmão menor, apesar dos seus protestos. Quando o jogo é importante, recomenda-se o uso de latas de lixo. Cheias, para agüentarem o impacto. A distância regulamentar entre uma goleira e outra dependerá de discussão prévia entre os jogadores. Às vezes esta discussão demora tanto que quando a distância fica acertada está na hora de ir jantar. Lata de lixo virada é meio golo.

DO CAMPO - O campo pode ser só até o fio da calçada, calçada e rua, rua e a calçada do outro lado e - nos clássicos - o quarteirão inteiro. O mais comum é jogar-se só no meio da rua.

DA DURAÇÃO DO JOGO - Até a mãe chamar ou escurecer, o que vier primeiro. Nos jogos noturnos, até alguém da vizinhança ameaçar chamar a polícia.

DA FORMAÇÃO DOS TIMES - O número de jogadores em cada equipe varia, de um a 70 para cada lado. Algumas convenções devem ser respeitadas. Ruim vai para o golo. Perneta joga na ponta, a esquerda ou a direita dependendo da perna que faltar. De óculos é meia-armador, para evitar os choques. Gordo é beque.

DO JUIZ - Não tem juiz.

DAS INTERRUPÇÕES - No futebol de rua, a partida só pode ser paralisada numa destas eventualidades:

a) Se a bola for para baixo de um carro estacionado e ninguém conseguir tirá-la. Mande o seu irmão menor.

b) Se a bola entrar por uma janela. Neste caso os jogadores devem esperar não mais de 10 minutos pela devolução voluntária da bola. Se isso não ocorrer, os jogadores devem designar voluntários para bater na porta da casa ou apartamento e solicitar a devolução, primeiro com bons modos e depois com ameaças de depredação. Se o apartamento ou casa for de militar reformado com cachorro, deve-se providenciar outra bola. Se a janela atravessada pela bola estiver com o vidro fechado na ocasião, os dois times devem reunir-se rapidamente para deliberar o que fazer. A alguns quarteirões de distância.

c) Quando passarem pela calçada:

1) Pessoas idosas ou com defeitos físicos.

2) Senhoras grávidas ou com crianças de colo.

3) Aquele mulherão do 701 que nunca usa sutiã.

Se o jogo estiver empatado em 20 a 20 e quase no fim, esta regra pode ser ignorada e se alguém estiver no caminho do time atacante, azar. Ninguém mandou invadir o campo.

d) Quando passarem veículos pesados pela rua. De ônibus para cima. Bicicletas e Volkswagen, por exemplo, podem ser chutados junto com a bola e se entrar é golo.

DAS SUBSTITUIÇÕES - Só são permitidas substituições:

a) No caso de um jogador ser carregado para casa pela orelha para fazer a lição.

b) Em caso de atropelamento.

DO INTERVALO PARA DESCANSO - Você deve estar brincando.

DA TÁTICA - Joga-se o futebol de rua mais ou menos como o Futebol de Verdade (que é como, na rua, com reverência, chamam a pelada), mas com algumas importantes variações. O goleiro só é intocável dentro da sua casa, para onde fugiu gritando por socorro. É permitido entrar na área adversária tabelando com uma Kombi. Se a bola dobrar a esquina, é córner.

DAS PENALIDADES - A única falta prevista nas regras do futebol de rua é atirar um adversário dentro do bueiro. É considerada atitude antiesportiva e punida com tiro indireto.

DA JUSTIÇA ESPORTIVA - Os casos de litígio serão resolvidos no tapa.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Ídolos?



Neste último domingo dia 14/03 ao assistir Fantástico me deparei com uma questão que a muito tempo faz parte do noticiário: atletas, muitas vezes ditos como "ídolos", envolvidos com drogas, bebidas alcoolícas, tráfico, etc. A reportagem referida flagrou a chegada do atacante do Flamengo Vágner Love, que foi escoltado ao baile por homens armados. Ele chegou em um carro importado preto e, na entrada do baile, um traficante armado com um fuzil seguiu na frente e outro, também armado, chegou atrás e o acompanhou até a quadra onde ocorria a festa.

Além deste caso citarei alguns pra recordar-los: a foto do nadador americano Michael Felps com maconha repercutiu itensamente, assim como o dopiing do jogador Jobson do Botafogo, a relação amorosa do inglês Terry com a mulher do seu companheiro de clube, o escândalo do golfista americano Tiger Woods e esportista mais bem pago do planeta com suas mulheres e mais recentemente as depressões e uso de alcóol por Adriano, jogador do Flamengo.

Esses fatos nos remetem a questionar tanto sobre a privacidade como também em relação a imagem representada pelo "ídolo". Se pararmos para analisar uma ação é completamente dependente da outra, o fato de ser uma referência para muitas pessoas o atleta vai ser prioridade para a notícia em qualquer situação, porém, as que vão envolver uma maior polêmica são as de maior impacto. Assim é "criada" a imagem que vai repercutir na sociedade, gerar discussões!

Onde quero chegar é que em se tratando de uma pessoa popular, da mesma maneira que se cria a imagem do ídolo ou se torna um ídolo, este pode vim a ser julgado, questionado, desmoralizado. Não estou aqui defendendo ou acusando a vida particular de ninguém, quero, porém, ressaltar que milhares de pessoas sejam, crianças, jovens ou adultos estão tendo como REFERÊNCIA estes atletas, não apenas para seguir sua carreira profissional, mas principalmente para ser um cidadão respeitado.

Qual sua opinião a respeito???
Comentem!

terça-feira, 2 de março de 2010

Esporte x Mídia: Relação de amor sem ódio!



Os meios midiáticos, principalmente a TV, tem influência incontestável para com o Esporte no que diz respeito aos aspectos direcionados a divulgação de patrocínios, verbas referentes ao direito de imagem, transmissões, alienação à senso comum referente ao conceito do Esporte do tipo: Esporte é saúde, esporte como superação social (exceção), entre outros.

Por outro lado, o poderio midiático se utiliza de imagens que priorizem o que a sociedade "exige", que dê mais audiência, enfim, imagens polêmicas e violentas, como por exemplo: a tragédia no estádio da Fonte Nova, o quebra pau da torcida do "coxa" após o rebaixamento para a segundona, a entrevista exclusiva do jogador suspenso por uso de cocaína, etc.

Essa relação mútua de interesses entre a mídia e esporte, onde um "ajuda" o outro vemos a todo instante, somos alienados e sem percebermos nos tornamos parte de uma jogada de marketing, quase sempre de uma minoria.

Será que a imprensa não só a brasileira, mas a mundial vem fazendo campanha para ter o Ronaldinho Gaúcho na Copa pelo futebol que vem jogando ou pelo impacto financeiro que sua falta trará na África? A nike que o diga...

Vou deixar a polêmica no ar... COMENTEM!